Luma Andrade é a primeira travesti a se tornar doutora do Brasil. Ela alega que os casos de preconceito aumentaram quando virou diretora do Instituto de Humanidades (IH) da instituição. O g1 entrou em contato com a instituição, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.
Segundo a docente, a atual gestão da Reitoria teria desmontado completamente o órgão e tomado uma série de medidas que inviabilizariam o pleno funcionamento do espaço. Além disso, a diretoria anterior teria se negado a realizar a transição para a nova gestão, a gestão da Universidade removeu a totalidade dos técnicos administrativos (TAEs) do IH para a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação.
Luma disse ainda que a administração se negou a apresentar o Plano de Gestão Anual e a entregar as informações de login do perfil do instagram oficial do IH. “São ataques que ferem, através de mim, naquilo que pode ser configurado como assédio moral e até mesmo transfobia, as dinâmicas e o funcionamento de um setor institucional universitário que atende aos cursos das Ciências Humanas”, disse a professora.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/O/Y/t5n1DMSGatBFz6bCuBQw/estudantes-unilab.jpeg)
A professora reclamou ainda que os despachos realizados solicitando técnicos ou outros servidores não foram atendidos. A administração da instituição disponibilizou duas estagiárias, mas a quantidade seria insuficiente para as demandas do IH.

0 Comentários