Anderson Torres comprou passagem de volta ao Brasil sem usar sobrenome

 

Segundo fontes, isso ocorreu para evitar alarde no momento de sua prisão ao chegar no país.

Fontes ligadas à investigação disseram ao blog que ele omitiu o “Torres” no momento da compra do bilhete aéreo para que sua chegada ao Brasil, prevista para este sábado (14), ocorra sem alarde e sem imagens do momento da prisão.

Torres foi exonerado da secretaria de Segurança Pública do DF, cargo que assumiu depois de deixar de ser ministro de Bolsonaro, e teve ordem de prisão decretada por Alexandre de Moraes na terça-feira (10).

Com o retorno ao Brasil, ele deve se entregar às autoridades e ser preso. O pedido de prisão de Torres, acolhido por Moraes, foi feito pela Polícia Federal.

Ele era o responsável pela segurança do Distrito Federal quando alguns bolsonaristas terroristas invadiram os prédios do Congresso, do Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto, no domingo (8).

Torres foi para os Estados Unidos dias depois da posse de Lula, um ato que Alexandre de Moraes considerou suspeito para tomar a decisão sobre o pedido de prisão.

O ex-ministro foi de férias para Orlando, mesma cidade para onde Jair Bolsonaro viajou um dia antes da posse de Lula para não passar a faixa presidencial.

Ainda na terça-feira, o blog ouviu amigos de Torres, que falaram que o ex-ministro se entregaria ao voltar ao Brasil. Os relatos dão conta de que ele está abalado, chorando ao telefone.

O então presidente Jair Bolsonaro em reunião com seu ministro da Justiça, Anderson Torres, em reunião no Palácio do Planalto, em Brasília, no dia 11 de agosto de 2021 — Foto: Marcos Corrêa/PR

Fonte: G1

Postar um comentário

0 Comentários