Os cientistas acreditam que os pesadelos podem ser uma consequência da neurodegeneração do lobo frontal direito, localizado na parte da frente do cérebro. A descoberta pode ajudar médicos e pacientes a identificarem a doença ainda nos estágios iniciais, contribuindo com estratégias para retardar a progressão do problema e o aparecimento de sinais mais severos.
“Pouquíssimos indicadores de risco para demência podem ser identificados já na meia-idade. Embora mais trabalhos precisem ser feitos para confirmar essas ligações, acreditamos que os pesadelos podem ser uma maneira útil de identificar indivíduos de alto risco”, escreveu o neurologista Abidemi Otaiku, professor da Universidade de Birmingham e principal autor do estudo.
A pesquisa foi dividida em duas partes e contou com a participação de cerca de 3,2 mil pessoas. Na primeira etapa, 605 adultos sem demência, com idades entre 35 e 65 anos, foram acompanhados durante nove anos. Os voluntários realizaram um teste de memória no início do estudo e outro ao final e responderam questionários sobre seus padrões de sono.
Essas informações foram usadas para medir o declínio cognitivo, um processo natural do envelhecimento mas que, quando ocorre mais rápido do que o esperado, pode ser um sinal de demência.
Fonte: Metrópoles

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