Uma advertência e a mudança na posição dos computadores foram algumas das medidas adotadas pelo escritório onde Isabelle Caracristi e João Munhoz Neto trabalharam juntos. Segundo o advogado do proprietário do escritório, as providências foram tomadas após Isabelle relatar que se sentia “sufocada” com a dinâmica de trabalho.
De acordo com Leandro Vasques, advogado de Rudá Bezerra, proprietário do escritório, Isabelle procurou o gestor e relatou que João não permitia que ela participasse de audiências sozinha e dificultava que exercesse suas atividades de forma independente.
Ainda segundo o advogado, Rudá advertiu João e determinou que Isabelle tivesse mais autonomia. Os computadores também foram reposicionados para aumentar a distância física entre os dois durante o expediente.
Isabelle trabalhou no escritório a partir de julho de 2026 e deixou o local em agosto, após solicitar o desligamento por questões pessoais. João, que não era sócio do escritório, atuava na gestão e supervisão da equipe.
O relacionamento entre Isabelle e João era conhecido pelo proprietário, segundo o advogado. Após a saída da estagiária, João teria pedido algumas vezes que ela fosse readmitida.
Isabelle foi encontrada morta no dia 13 de setembro, em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza.
O namorado foi preso no dia 23 de setembro, e a Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte, sem descartar outras linhas de investigação.
Fonte: g1 Ceará
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