O Programa Mundial de Alimentos (PMA), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), alertou que o fenômeno climático El Niño pode levar quase 49 milhões de pessoas à insegurança alimentar aguda em algumas das regiões mais vulneráveis do planeta até o fim do próximo ano. O cenário preocupa especialistas devido aos impactos cada vez mais intensos das mudanças no clima.
Segundo o relatório divulgado pela ONU nesta quarta-feira (5), existe 81% de probabilidade de que o atual El Niño seja classificado como muito forte, com as temperaturas da superfície do Oceano Pacífico alcançando os níveis mais elevados desde, pelo menos, 1982. Caso a previsão se confirme, este poderá ser o episódio mais intenso do fenômeno desde 1950.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico e altera os padrões climáticos em diversas partes do mundo. Entre os principais efeitos estão secas severas, atrasos nas chuvas, enchentes e prejuízos à produção agrícola, fatores que podem agravar a fome em países mais vulneráveis.
No Brasil, os impactos também podem ser sentidos. O fenômeno costuma provocar redução das chuvas no Norte e em parte do Nordeste, aumentando o risco de estiagem e afetando a agricultura e os reservatórios de água, enquanto o Sul tende a registrar chuvas acima da média e maior risco de enchentes. Esses efeitos podem influenciar a produção de alimentos e pressionar os preços, embora o país não esteja entre as regiões apontadas pela ONU como as mais suscetíveis à insegurança alimentar causada pelo El Niño.
Fonte: Programa Mundial de Alimentos (PMA/WFP) e Organização das Nações Unidas.
Foto: Reprodução / Internet

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