CHEFE DO PCC PRESO NA BOLIVIA É UM DOS ACUSADO POR MORTE DE PM DO BPRAIO EM ITAPIPOCA, NO CEARÁ

O cearense Felipe Anderson Pinho de Sousa, o ‘Felipe Pacote’, preso no último fim de semana na Bolívia, é um dos acusados por assassinar um policial militar na cidade de Itapipoca, Interior do Ceará. ‘Pacote’ foi apontado como um dos líderes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) e aliado de um dos maiores traficantes da América Latina, o uruguaio Sebastián Marset.


‘Felipe Pacote’ foi denunciado pela morte do soldado Alexandre Emanuel Freire Pinto, de 28 anos, que atuava no 4º Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRAIO) de Amontada. O agente foi assassinado em 2024, durante o serviço, em um tiroteio com traficantes.


Há um mês e meio, o acusado, ainda na condição de foragido, tentou na Justiça Estadual do Ceará reverter o decreto de prisão preventiva contra ele. 


A juíza da Vara Única Criminal de Itapipoca manteve a decisão pela prisão preventiva e destacou que “o requerente, que provavelmente pertence a uma facção criminosa, em concurso de agentes, supostamente, ceifou a vida do policial militar Alexandre Emanuel Freire Pinto, que participava de ação policial para coibir o tráfico de drogas praticado por uma facção criminosa, com disparos de arma de fogo, ao empreender fuga de local utilizado para a venda e armazenamento de entorpecentes”.


Na ação que resultou no assassinato do soldado, também morreram outros três homens, tidos como suspeitos.

OPERAÇÃO INTERNACIONAL


Semanas depois, Felipe Anderson foi detido em Santa Cruz de La Sierra, na companhia do comparsa Gleison Gomes de Oliveira, o ‘Zé Caboclo’, também natural de Itapipoca.

Os homens são apontados como chefes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) e investigados por traficar armas da Bolívia ao Ceará.


Com as prisões deste fim de semana, já são três criminosos cearenses de alta periculosidade detidos na Bolívia, em menos de um ano. O outro preso foi Jangledson de Oliveira, o ‘Nem da Gerusa’, que fugiu poucos dias depois. 

DN

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