De acordo com a polícia britânica, equipes de emergência foram acionadas por volta das 18h40 após o registro de uma pessoa nos trilhos entre as localidades de Winwick e Vulcan.
Samuel estava no Reino Unido desde novembro de 2025, após aceitar o convite de um amigo para trabalhar como telefonista. No entanto, segundo familiares, a realidade encontrada no país foi bem diferente da prometida. Os relatos dão conta de dificuldades trabalhistas, financeiras e psicológicas enfrentadas pelo jovem durante o período em que viveu na Inglaterra.
A advogada da família, Layanna Pontes, informou que já teve acesso a um atestado de óbito provisório emitido pela polícia britânica, com a identificação do corpo feita por impressões digitais. Segundo ela, a defesa deve solicitar a autópsia completa e outros documentos para esclarecer as circunstâncias da morte, que ainda não teve causa definida oficialmente.
O Ministério das Relações Exteriores informou, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Edimburgo, que acompanha o caso e mantém contato com as autoridades locais e com a família, prestando assistência consular. No Ceará, a Secretaria dos Direitos Humanos (Sedih) também atua no apoio aos familiares, oferecendo acompanhamento psicossocial por meio de equipe multidisciplinar.
A família aguarda ainda informações sobre o possível custeio do traslado do corpo ao Brasil, que poderá ser analisado com base na legislação estadual de apoio a cearenses falecidos no exterior.
Nas redes sociais, familiares e amigos lamentaram a perda do jovem e cobraram respostas das autoridades sobre o que teria ocorrido. A morte de Samuel comoveu a comunidade cearense e reacendeu o debate sobre as condições enfrentadas por brasileiros que emigram em busca de melhores oportunidades.
Fonte: G1

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