Gargalo da língua: recorde de turistas expõe déficit de inglês e pressiona setor de serviços no Carnaval

 

O turismo brasileiro vive um momento de otimismo com os números, mas de alerta com a qualificação. Ao registrar a entrada de mais de 8,3 milhões de visitantes e injetar US$ 6,6 bilhões na economia em 2025, o país se firma como destino global, posição que será testada ao máximo nas próximas semanas. Consolidado como a maior vitrine global do Carnaval, o Brasil se prepara para receber milhares de estrangeiros atraídos pela fama mundial da festa. No entanto, esse pico de demanda traz à tona um problema estrutural que ameaça o potencial de receita em 2026: a barreira do idioma. Nas capitais da folia, o fluxo intenso colide com o dado de que apenas 1% da força de trabalho local é fluente, forçando o setor a depender do improviso justamente quando o mundo inteiro está olhando.

Para Reginaldo Kaeneêne, CEO e fundador da KNN Idiomas, a solução para o mercado exige uma mudança imediata de mentalidade: sair da busca pela gramática acadêmica e focar na comunicação funcional. “O ponto central está menos em decorar regras complexas e mais em falar inglês com confiança. Quando o profissional domina o vocabulário de negócios e serviço, ele ganha segurança para conduzir a conversa, negociar valores e resolver imprevistos com clareza. É essa postura que transforma um simples atendimento em uma experiência memorável e garante a conversão da venda”, analisa o executivo.

De olho nessa demanda reprimida e na urgência do calendário, a KNN Idiomas, escola de idiomas que figura entre as 50 maiores franquias do país, fortaleceu sua frente de Inglês para Negócios. O curso foi desenhado para acelerar a proficiência de quem precisa de resultados rápidos antes e durante a alta temporada. Diferente dos métodos tradicionais, a metodologia foca em hard skills como negociação, networking e vendas. O objetivo é atender desde o gestor hoteleiro que negocia tarifas com operadoras internacionais até o prestador de serviço que precisa de agilidade no dia a dia, utilizando um material exclusivo para falantes de português que facilita a assimilação.

A estratégia da rede, que hoje mantém mais de 470 unidades em operação e já atendeu 1 milhão de alunos, reflete uma tendência irreversível do mercado de trabalho. Com a globalização batendo à porta, literalmente, o inglês deixou de ser apenas um diferencial curricular para se tornar uma ferramenta básica de competitividade e sobrevivência no setor. Para o turismo brasileiro, a mensagem é clara: em época de casa cheia, quem não se comunica, deixa dinheiro na mesa.

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