As manifestações, inicialmente motivadas pelo aumento dos preços, passaram a incorporar críticas diretas ao regime clerical que governa o país desde a Revolução Islâmica de 1979. Em resposta, as autoridades intensificaram a repressão e acusaram Estados Unidos e Israel de fomentar os protestos. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou em entrevista à televisão estatal que potências estrangeiras estariam por trás de atos de violência, incluindo ataques a bancos, propriedades públicas e locais religiosos.
O agravamento da crise interna ocorre em meio a um aumento da tensão internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar intervir caso a repressão contra manifestantes continue, enquanto autoridades iranianas alertaram para possíveis retaliações. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que qualquer ataque ao país tornaria alvos legítimos as bases militares e navios norte-americanos, além de Israel, ampliando o risco de um confronto regional.
Fonte: Globo

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