No último dia 21 de fevereiro, o município teve chuvas de 210 milímetros, sendo o segundo maior registro de 2024, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme).
De acordo com a gestora do Parque, Nara Magalhães, o aviso é necessário para evitar possíveis acidentes e intercorrências com os visitantes da Unidade de Conservação, geralmente causados por enchentes repentinas.
“Pode acontecer, por exemplo, o fenômeno da cabeça d’água, comum em regiões montanhosas, como no caso do Parque, quando chuvas intensas causam um rápido aumento no nível dos rios e córregos. A água desce pelas encostas de forma muito rápida, acumulando-se em grandes volumes nos vales abaixo. Isso pode resultar em enchentes repentinas e extremamente perigosas, com água, detritos e até mesmo pedras arrastadas pela força do fluxo e descendo repentinamente na cachoeira”, explica.
TRAVESSIA DO RIO
Nara explica que, especificamente na Cachoeira dos Macacos, é comum que os visitantes atravessem o leito do Rio dos Macacos e se dispersem por toda a parte banhável da Cachoeira. Porém, ao fazer isso, acabam se expondo ao risco de serem surpreendidos com um aumento repentino do volume de águas, a cabeça d’água.
“O risco deste atrativo, é que, em caso de cabeça d’agua, não há como retornar para o lado oposto, onde se encontra a trilha, ficando desta forma ilhados. Há também a violência da correnteza, que exponencia o risco de acidentes”, alerta a gestora.
Fonte: Diário do Nordeste

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