A média anual de desmatamento do governo Lula em seus dois mandatos foi de 15,7 km², contra 11,3 mil km² de média nos três primeiros anos da gestão de Jair Bolsonaro. Lula, porém, reduziu o desmatamento em 61%, enquanto Bolsonaro o aumentou em 73%.
De acordo com dados do projeto Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que monitora por satélite desde 1988 o desmatamento por corte raso na Amazônia Legal, o ano com maior desmatamento desde então foi 1995, sob o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando 29,5 mil km² foram desmatados. O segundo maior foi 2004, segundo ano do primeiro mandato de Lula, com 27,8 mil km².
A partir de 2004, porém, as taxas anuais despencaram ano a ano. Em 2010, ano em que Lula deixou a presidência após dois mandatos, o indicador chegou a 7 mil km², a mínima histórica até então. O desmatamento entre 2002 e 2010 foi reduzido em 61%.
Sob o governo Dilma Rousseff (PT), o desmatamento seguiu ritmo de queda nos dois primeiros anos de mandato da petista e fechou 2012 no menor patamar até hoje: 4,6 mil quilômetros quadrados. O indicador passou a oscilar nos anos seguintes e terminou 2015 em alta, chegando aos 6,2 mil quilômetros quadrados.
Quando Bolsonaro assumiu o governo, em 2019, o desmatamento na Amazônia Legal estava em 7,5 mil quilômetros. Em seu governo o indicador disparou ano a ano e chegou a 13 mil km² em 2012, a maior taxa desde 2006. A alta do desmatamento nos três primeiros anos de Bolsonaro é de 73% (comparação entre os dados de 2018 e 2021).
Alpem disso, o desmatamento da Amazônia foi recorde nos seis primeiros meses de 2022, segundo o Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), que usa como base dados do sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), do Inpe. O acumulado de janeiro a junho, 3.988 km², é o maior da série histórica iniciada em 2016 e 80% maior que a média de área desmatada no mesmo período em 2018, último ano da gestão de Michel Temer (MDB).
Ex-presidente do Inpe até 2019, quando foi demitido por Bolsonaro após o instituto divulgar dados que mostravam o aumento do desmatamento, Ricardo Galvão protestou em suas redes sociais. “Bolsonaro falando sobre desmatamento é o ápice do cinismo. Ele me exonerou pois não gostou que os dados do Inpe estavam apontando aumento do desmatamento”, disse.
Fonte: O Globo

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