O número de casos de chikungunya em Fortaleza em 2022 cresceu seis vezes se comparado a 2021, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). De acordo com a SMS, nos primeiros quatro meses deste ano foram registrados 1.061 casos da doença, enquanto todo o ano passado foram contabilizados 184 casos. Ainda conforme a SMS, 81 bairros têm registros da doença e 10 deles têm 75% das confirmações.
O boletim da SMS mostra também que o Bairro José Walter é o que mais registrou a doença com 244 casos, o que representa 20% dos casos de toda a capital.O diretor da célula de Vigilância Ambiental e de Riscos Biológicos, Atualpa Soares, explicou que a maioria dos casos se concentra nas regionais cinco e seis e que pessoas que não tiveram a doença durante a primeira onda estão agora se contaminando. Para evitar a propagação da chikungunya, a prefeitura realiza ações pontuais nessas duas regionais. Atualpa reforçou que o aumento de casos não pode ser considerado como epidemia.
“Nós temos agora essas ilhas com essa população que não foi afetada na primeira onda naquela grande epidemia e que aparentemente agora está sendo confrontado com a chikungunya e está conseguindo fazer essa transmissão. Nós lembramos que mesmo com esse aumento exponencial localizadamente pode ser considerado surto, mas ao nível de cidade de Fortaleza está longe de ser considerado epidemia”, disse.Vistas nas residências
Para evitar a propagação da doença em outros bairros, equipes da prefeitura realizam trabalhos preventivos no Bairro José Walter. É realizado educação social e visitas nas residências, segundo Atualpa Soares.
“No momento como esse o combate é feito com um contingente maior nos bairros. No Bairro José Walter nós já estamos nos últimos dias com uma equipe com ações específicas por lá. Que são primeiro mobilização e educação social conversando com a população. Como também ir nos locais de alto fluxo, visitar e dar uma intensidade de vistas de domicílio e encontrando imóveis positivos. Eliminar os focos, tratar o foco encontrado e quando achar uma pessoa suspeita que não foi ao sistema de saúde encaminhá-la e alertar o sistema de saúde já que aquele domicílio pode disseminar a doença”, disse.
A população pode ajudar os órgãos de fiscalização eliminando focos da doença em locais que acumulam água.
“80% dos focos estão nas residências, por isso a importância da vistoria dele. A população pode contribuir também. Uma vez por semana você pode olhar pontos estratégicos em sua casa como a aparadeira de água da geladeira, bebedouro eletrônico, banheiro desativado, uma pia, um ralo, sempre checar as cisternas ou qualquer outra coisa que acumule água”, orientou.
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