A última queda havia acontecido em novembro de 2020, período em que o percentual de brasileiros com dívidas caiu 0,5 ponto percentual. Na ocasião, o endividamento atingia 66% da população.
Especialistas ouvidos pela CNN destacam a alta nos juros como o principal “freio” ao avanço na contratação de dívidas.
Na última quarta-feira (2), o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu subir a Selic, a taxa básica de juros, a 10,75%.
Esse foi o oitavo avanço consecutivo, cujo ciclo começou em abril de 2021.
Além da alta dos juros, o coordenador do MBA em Gestão Financeira da FGV, Ricardo Teixeira, mencionou outros dois fatores importantes para a redução do endividamento no país.
“O primeiro fator que precisamos considerar é o pagamento do 13°, valor adicional que os trabalhadores receberam ao final do ano. Historicamente, esse pagamento ajuda os brasileiros a quitarem as dívidas. Além desses fatores, temos a instabilidade política, que cresce com a aproximação das eleições”, afirmou Ricardo Teixeira.
“Nestes momentos, as pessoas costumam ficar mais cautelosas, ou seja, contraem menos dívida. Tudo isso é somado aos juros que freiam os endividamentos.
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