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Segundo as investigações, uma facção criminosa de atuação nacional, por meio de representações locais, se uniu com outras organizações criminosas de menor porte para atuar no bairro Bom Jardim, em Fortaleza, e adjacências, com o intuito de expandir a atuação do tráfico e drogas.
O grupo também é apontado na execução de outros crimes, como homicídios, corrupção ativa, lesões corporais, ameaças, lavagem de dinheiro e associação para o tráfico. De acordo com o MPCE, o esquema contava também com a participação de policiais militares, que ou atuavam diretamente ou se omitiam propositalmente. Eles teriam a função de retirar qualquer obstáculo ao funcionamento das atividades ilícitas em troca de vantagem financeira.
Diligências
Em sua terceira fase, a investigação teve início no final do ano de 2016, com o objetivo de desarticular as grupos ligados a organizações criminosas, responsáveis pelo tráfico de drogas e armas, assaltos e homicídios na capital cearense e região metropolitana. Durante a investigação, foi possível identificar o envolvimento de traficantes com policiais, que se estruturaram de forma organizada para realizar vários crimes.
De acordo com o Ministério Público, a organização criminosa era integrada, em sua maioria, por agentes e ex-agentes de segurança pública do Estado, além de pequenos e médios traficantes locais. Entre os crimes que o grupo teria cometido, estão: extorsão, organização criminosa e comércio ilegal de arma de fogo.
As investigações apontam que alvos dos policiais eram cuidadosamente escolhidos entre traficantes com considerável poder aquisitivo ou que já tinham alguma passagem pela polícia, o que facilitava as exigências, as abordagens e o alcance das vantagens almejadas pelo grupo. Os agentes públicos tinham acesso ao sistema de informações da Polícia para selecionar as “vítimas” e planejar as ações.
*** Informações com 👉 O Povo

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