Uma cobra é resgatada dentro de um motor de um carro estacionado em Fortaleza; sinistro ocorrido neste sábado (03).


Na manhã deste sábado (03-10-2020), a guarnição de busca e salvamento 1, da 1ª Companhia do Batalhão de Busca e Salvamento (1ªCia/BBS) com sede no Bairro: Moura Brasil, foi acionada pela CIOPS para capturar uma cobra, no estacionamento do Mercado São Sebastião, no Centro da cidade de Fortaleza. Na Área Integrada de Segurança 4 (AIS 4).
Segundo o Tenente Freitas, “a cobra se encontrava presa no motor do veículo estacionado, trazendo um pouco de dificuldade para remoção, devido o pouco espaço para trabalhar e o cuidado para não machucar o animal”, ressaltou o Comandante da guarnição de busca e salvamento 1. O animal tem aproximadamente 3 metros, é uma jibóia e não é venenosa, após sua remoção, foi solta em seu habitat natural.
A guarnição que atendeu a ocorrência foi composta pelo: 1º Tenente J Freitas, Subtenente Barroso, Cabo Celso e Soldado Nascimento, na viatura de Auto Salvamento 64 (AS 64).
Incidência de cobras - No Brasil, é registrada uma média de 30 mil acidentes ofídicos por ano, sendo a incidência de picadas de cobras peçonhentas maior nessa época do ano, março a agosto. Nessa época do ano, as cobras procriam mais. Isso porque os animais armazenam sêmen e só o liberam quando há possibilidade de o filhote ter comida. O alimento, no caso, é o rato, que se multiplica com o maior acúmulo de lixo.
Conforme explica o major José Alexandre Silva Júnior, o perigo aumenta na zona rural. “Na roça, muitas pessoas não usam bota, luva e, quando limpam o terreno ou pegam em madeira não olham direito o local. Nas cidades é cada vez mais comum encontrar cobra em motor de carro”, comentou o major comandante da 2ªCia/4ºBBM, que também é veterinário de formação.
O major informa que, no Ceará, a maioria das vítimas são homens de seis a 70 anos na zona rural. Ainda de acordo com o major Alexandre, as ocorrências se dão mais entre 4 e 7 horas da manhã e entre 17 horas e 18h30min, em locais úmidos, de vegetação rasteira e perto de rios, mangues, lagoas e terrenos baldios, normalmente em locais escuros e fechados.
Segundo o major da 2ªCia/4ºBBM., a serpente peçonhenta mais comum no Estado é a Jararaca. Já a Cascavel aparece mais em regiões secas, áridas e com muitas pedras, como em Quixadá. A Coral é mais urbana, fica onde há muito lixo, mas prefere local subterrâneo. Em Fortaleza, as cobras aparecem mais na periferia, em especial perto de lagoas e rios. Perto do mar não, mas o bairro Pirambu foge à regra devido ao lixo.
De um modo geral, as cobras se alimentam à noite. Por causa disso, quando picam uma pessoa durante o dia, a quantidade de veneno é menor porque este já foi depositado em outros animais. Em compensação, “em quem é picado à noite normalmente a ação do veneno é total”, como explica o major Melo.
*** Informações com CORPO DE BOMBEIROS

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