Em um dos trechos da gravação, Bolsonaro citou a Polícia Federal e falou em “trocar o pessoal da segurança no Rio de Janeiro”. De acordo com Sergio Moro, foi neste momento que ficou evidente o interesse do chefe do Executivo em interferir na corporação para proteger familiares e aliados. O comandante do Planalto, por sua vez, alega que se referia à sua segurança pessoal.
Bolsonaro afirmou que todos os ministros precisam estar alinhados com ele, como no armamento da população, que, conforme frisou, servirá para impedir que “o Brasil vire uma ditadura”. O presidente mencionou que pretendia interferir em todos os ministérios, se fosse preciso.
O presidente reclamou do sistema de segurança, que, de acordo com ele, não passa informações suficientes. Mas citou um serviço de inteligência pessoal, sem dar mais detalhes. “O meu particular funciona. O que tem oficialmente, desinforma. Prefiro não ter informação do que ser desinformado por sistema de informações que eu tenho”, completou. Entre palavrões e ataques, Bolsonaro criticou governadores, como os do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e de São Paulo, João Doria.
Celso de Mello deve determinar novas diligências na próxima semana. Na terça-feira, será ouvido novamente o empresário Paulo Marinho, que acusa o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) de ter recebido informações vazadas da Operação Furna da Onça.
Reunião bombástica - Veja trechos das declarações feitas no encontro ministerial - (..) Bateu...“Eu não vou esperar f. a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meus, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui pra brincadeira”.
(..) “O que esses caras fizeram com o vírus, esse bosta desse governador de São Paulo, esse estrume do Rio de Janeiro, entre outros, é exatamente isso. Aproveitaram o vírus”.
(..) “Eu tenho o poder e vou interferir em todos os ministérios, sem exceção. Nos bancos, eu falo com o Paulo Guedes, se tiver que interferir. (…) Agora, os demais, vou! Eu não posso ser surpreendido com notícias. Pô, eu tenho a PF que não me dá informações”... Jair Bolsonaro, presidente.
(..) “Por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF”. Abraham Weintraub, ministro da Educação.
(..) “Precisa ter um esforço nosso aqui enquanto estamos neste momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só se fala de covid, e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas”. Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente.
(..) “Nós estamos fazendo um enfrentamento, mais de cinco procedimentos o nosso ministério já tomou iniciativa, e nós estamos pedindo inclusive a prisão de alguns governadores”. Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.
(..) “O senhor já notou que o BNDES e a Caixa, que são nossos, públicos, a gente faz o que a gente quer. Banco do Brasil, a gente não consegue fazer nada, e tem um liberal lá. Então, tem que vender essa p. logo”. Paulo Guedes, ministro da Economia.
#fiqueemcasa
VEJA TAMBÉM:
# Bolsonaro defendeu população armada para ir às ruas contra decretos de prefeitos e governadores. Assista.
# Presidente da Caixa diz que Band pediu dinheiro em vídeo de reunião ministerial. Assista ao vídeo
# Presidente da Caixa diz que Band pediu dinheiro em vídeo de reunião ministerial. Assista ao vídeo
*** Informações com JORNAL CORREIO BRAZILIENSE - VÍDEO REVISTA VEJA.

0 Comentários