Jamile de Oliveira Correira foi baleada dentro do próprio apartamento. Namorado dela é suspeito de feminicídio.
O advogado Aldemir Pessoa Júnior é suspeito de matar a namorada, Jamile Correia — Foto: Arquivo pessoal
A Justiça do Ceará atendeu o pedido do Ministério Público para prorrogar em mais 45 dias o prazo para que a polícia conclua a investigação da morte da empresária Jamile de Oliveira Correia, ocorrida no último mês de agosto, no Bairro Meireles, em Fortaleza. O despacho, assinado pelo juiz Edson Feitosa dos Santos Filho, foi anexado ao processo nesta segunda-feira (9).
Jamile Correia foi baleada no último dia 29 de agosto dentro do seu apartamento, no Bairro Meireles, em Fortaleza. O ex-namorado da vítima, o advogado Aldemir Pessoa Junior, e o filho dela estavam no apartamento. Aldemir Junior é suspeito de cometer feminicídio, mas defende a versão de que a mulher cometeu suicídio.
A empresária chegou a ser levada ao Instituto Doutor José Frota (IJF), passou por cirurgia, mas morreu no dia 31 de agosto deste ano.
O pedido de prorrogação foi enviado ao MPCE pela delegada Socorro Portela, titular do 2º Distrito Policial, responsável pelo caso. O pedido do órgão, realizado pelo promotor de Justiça Ythalo Frota Loureiro no último domingo (8), vai de acordo com o despacho enviado pela delegada Socorro, em que ela afirma que o perito Rômulo de Oliveira Lima prometeu que o laudo da reconstituição da morte de Jamile estará pronto até o dia 30 de dezembro deste ano.
Segundo a delegada, o perito Rômulo de Oliveira Lima prometeu que o laudo da reprodução simulada (popularmente conhecida como reconstituição) da morte de Jamile estará pronto até o próximo dia 30 de dezembro. O promotor de Justiça Ythalo Frota Loureiro concordou com o pedido e acionou a Justiça.
A reconstituição do crime foi realizada no dia 31 de outubro, dentro do apartamento. O trabalho durou cerca de duas horas e meia, e aconteceu sem a presença de Aldemir, que foi representado por advogados.
Suspeita de feminicídio
As investigações levantaram a hipótese de feminicídio após vídeos das câmeras de monitoramento do prédio de Jamile Correia mostrarem ela e o namorado tendo uma discussão dentro do carro, no estacionamento do edifício, minutos antes do disparo ocorrido no apartamento, que levou à morte da mulher.
A bala que atingiu a empresária saiu da pistola Taurus de modelo PT 938, pertencente a Aldemir, conforme constatou o laudo pericial da arma.
A família da empresária acredita que o namorado tinha interesse na herança da vítima. Semanas antes de morrer, Jamile havia assinado uma procuração autorizando Aldemir a administrar a herança que ela havia recebido do marido, morto em um acidente de trânsito em 2017.
FONTE: G1 CEARA

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