PF investiga fotógrafo que anunciou ex como prostituta na Ásia por vingança



Vítima mora atualmente no Reino de Bahrein. Homem teve eletrônicos apreendidos, em São Vicente, no litoral paulista. PF em Santos, SP, investiga fotógrafo que anunciou ex na web para se vingar de término — Foto: G1 Santos Um fotógrafo, de 54 anos, é investigado pela Polícia Federal depois de anunciar a ex-companheira, uma professora de dança, de 33, como prostituta na internet. A vítima vive atualmente no Reino de Bahrein, no Golfo Pérsico, na Ásia. O suspeito, morador de São Vicente, no litoral de São Paulo, teve eletrônicos apreendidos. O investigado foi descoberto após uma denúncia recebida pela equipe da Delegacia da Polícia Federal em Santos, cidade vizinha à residência dele. Informações preliminares indicavam que a professora estava sendo perseguida, uma vez que os anúncios, publicados há um mês, faziam referência a onde ela mora. A mulher se mudou para o Bahrein ao término da relação. A investigação identificou que o fotógrafo não aceitou, e para se vingar, criou perfis falsos nas redes Facebook e Instagram com fotos da ex nua. Ele também criou um site com imagens da vítima e cenas de sexo explícito, indicando que ela seria prostituta. As provas sustentaram uma ordem de busca e apreensão, autorizada pela 1ª Vara Federal de São Vicente, que foi cumprida nesta sexta-feira (19). Na casa do fotógrafo, que confessou o ilícito em depoimento, foram localizados e apreendidos celular e equipamentos de informática utilizados para as publicações. A partir do resultado pericial, o suspeito poderá responder pelo crime de divulgação de cena de sexo sem o consentimento da pessoa exposta, tipificado em 25 de setembro pela Lei 13.718/18. Se condenado, ele pode ficar preso por até cinco anos, e a pena pode aumentar, já que manteve relacionamento íntimo com a vítima. A Polícia Federal informou que o investigado foi liberado para responder ao caso em liberdade, até que a análise dos equipamentos seja concluída. O órgão não revelou se as publicações nas redes sociais e o site criado pelo fotógrafo, cujo nome não foi informado, foram retirados do ar por determinação judicial. 

FONTE:G1

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