O corpo de Francisco de Assis Ribeiro da Silva, 30 anos, foi encontrado, nesta quarta-feira (07-03-2018), em uma das áreas de vivência da Prenitenciária Industrial e Regional do Cariri (PIRC), em Juazeiro do Norte. O achado acontece no mesmo dia em que dois presos foram mortos e nove ficaram feridos, durante um tiroteio na Cadeia Pública de Pentecoste.
Francisco era procedente da Comarca de Quiterianópoles, no Inhamus. Este foi o terceiro cadáver encontrado este ano dentro da PIRC. A morte do interno será investigada pela Polícia Civil e Perícia Forense, que não descartam crime de homicídio. O caso também é acompanhado pela direção da unidade e Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE).
Para o advogado Rafael Uchôa, da Comissão de Direitos Humanos da OAB-CE, a situação é preocupante. O jurista classificou a unidade como um "barril de pólvora prestes a explodir".
Pentecoste - Mais cedo, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) confirmou a morte de dois presos em outra unidade prisional, a Cadeia Pública de Pentecoste. "A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) investiga as circunstâncias da ocorrência", diz nota encaminhada à redação. De acordo com informações extraoficiais, o ocorrido teria sido motivado por uma briga entre facções criminosas.
Chacina de Itapajé - Os casos acontecem quase dois meses após a Chacina de Itapajé, quando dez homens foram mortos dentro de uma cadeia no município. Na época, o presidente do Sindicato dos Agentes e Servidores Públicos do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindasp-CE), Valdemiro Barbosa, afirmou o local tem capacidade para 25 detentos, no entanto abrigava cerca de 100 presos no momento do ocorrido.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou os atos de violência ocorridos na unidade. Em fevereiro, a Polícia Civil divulgou que uma adolescente foi responsável por entregar as duas armas de fogo que foram utilizadas durante a chacina.
*** Informações com CNEWS

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