Jovem infrator foge algemado de kombi que o transportava para exame em Fortaleza

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Adolescentes internados no Centro Educacional Cardeal Aloísio Lorscheider (Cecal) fugiram, mesmo algemados, de uma Kombi que os transportava para um exame de corpo de delito, na tarde dessa quarta-feira (5). A fuga ocorreu em uma rua lateral ao centro, no bairro Planalto Ayrton Senna, já quando o veículo voltava à unidade.

Oito internos conseguiram abrir a porta do veículo e saíram correndo, conforme apurado pelo programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT. Dois jovens foram localizados ainda na tarde de quarta-feira.

Esse é mais um capítulo de uma crise pela qual passa o Cecal nos últimos dias. Na terça-feira (4), 12 jovens foram levados à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) por causa de uma rebelião. O juiz titular da 5ª Vara da Infância e da Juventude de Fortaleza, Manuel Clístenes, afirmou nunca ter visto situação semelhante na unidade, que sempre foi conhecida por ser mais tranquila que as demais.
“Para cada 30 ocorrências no (Centro Socioeducativo) Patativa de Assaré, ocorria uma no Cecal”, exemplifica.

Segundo o magistrado, o Cecal costuma registrar menos problemas devido ao fato de abrigar jovens entre 18 e 21 anos, que passariam a responder criminalmente, como maiores de idade que são, em caso de rebeliões ou agressões a socioeducadores, por exemplo.

Em entrevista ao programa Barra Pesada, Clístenes disse que a situação está “absolutamente insustentável” no Cecal nos últimos dias. Na manhã de quarta-feira, um agente socioeducador havia sido agredido pelos internos. Em visita na manhã de quarta-feira, o titular da 5ª Vara da Infância e da Juventude, junto com representantes da Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pode constatar o clima de insegurança.

O grupo flagrou adolescentes jogando pedras e outros objetos nos agentes socioeducadores. De um jovem, Clístenes diz ter ouvido a ameça: “se eu não for liberado dentro de um determinado prazo, iniciarei uma rebelião e matarei agentes socioeducadores”. Em seguida, outros jovens endossaram as ameaças.

“Não estou acostumado com aquilo ali”, afirma Clístenes. “De repente, não sei por que, a situação se tornou completamente fora de controle”.
Reproduzido por MassapeCeara.Com|Créditos: Tribuna do Ceará


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