Subtenente é assassinado e número de PMs mortos sobre para sessenta

Marcos era subtenente reformado da PM
Marcos era subtenente reformado da PM Foto

Um subtenente reformado da Polícia Militar foi morto na noite desta segunda-feira no Bairro Apolo, em Itaboraí, na Região Metropolitana. Segundo uma testemunha que mora próximo ao local, Carlos Magno Sacramento estava dentro de um bar quando foi executado por criminosos. Com a morte, o número de policiais militares assassinados no Rio subiu para 60 somente em 2016.
Em um áudio enviado a policiais, um homem que se identifica como vizinho do policial reformado relatou como teria acontecido o crime.“Ele estava bebendo cerveja aqui no bar, encostaram no carro dele e um cara já chegou atirando. Ele caiu no chão e ainda tomaram a arma dele”, diz a testemunha, que não se identificou.
Segundo informações do 7º Batalhão de Polícia Militar (São Gonçalo), o PM chegou a ser socorrido, mas morreu antes de chegar na UPA Manilha. A Divisão de Homicídios de Niterói enviou uma equipe ao local. Até a noite de ontem, o delegacia não divulgou mais informações sobre o crime.
No domingo,o soldado Victor Eric Braga Faria, lotado na UPP Lins de Vasconcelos, morreu ao ser baleado quando passava pelo bairro do Engenho Novo, na Zona Norte. Ele chegou a ser levado para o Hospital Naval Marcílio Dias, mas não resistiu. O policial que estava no banco do carona, Rafael Vinicius de Oliveira Melo, levou um tiro na mão e passa bem.
A Divisão de Homicídios da Capital está investigando o caso. Imagens da câmera do carro da PM vão ser analisadas para tentar descobrir quem atirou em Victor.
PM morto no Rio após tiros em viatura havia trocado o plantão
Morto na madrugada desta segunda-feira, após a viatura em que estava ser atacada a tiros no Engenho Novo, Zona Norte do Rio, o soldado Victor Eric Braga Faria, de 26 anos, havia trocado o plantão. Segundo um colega de farda dele, que era lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Lins de Vasconcelos, o PM estaria de folga se não tivesse concordado em substituir outro policial. O corpo de Eric está no Instituto Médico Legal (IML).
- Um colega pediu para trocar. Então, ele trabalhou à noite e o outro policial, de dia - contou Agnaldo dos Santos de Oliveira, cunhado de Eric.
A viatura bateu contra um poste
A viatura bateu contra um poste 
Segundo ele, o rapaz tinha apenas quatro anos de profissão, mas já pensava em sair da PM:
- Ele vinha se queixando muito de toda essa violência. Chegava em casa estranho, se trancava no quarto. Já pensava até em procurar uma psicóloga. Só não tinha saído dessa profissão porque era o sustento dele, da mulher e do filho (de 3 anos).


extra.globo.com

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