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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Mulher é condenada a 34 anos por matar grávida para roubar o bebê

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A Justiça mineira condenou, nesta terça-feira (6), a mulher acusada de matar uma grávida para roubar o bebê em Ponte Nova, na Zona da Mata. Gilmaria Silva Patrocínio recebeu a pena de 34 anos, um mês e 23 dias de prisão.

O crime aconteceu em junho de 2015. Patrícia Xavier da Silva morreu aos 21 anos e, segundo as investigações, teve a barriga cortada pela ré para que a criança fosse retirada. O bebê sobreviveu e, hoje, com quase 2 anos, vive com os avós, de acordo com o advogado da família da vítima, José de Lourdes Fernandes.

O júri popular foi presidido pela juíza Dayse Mara Silveira Baltazar. De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Gilmaria foi condenada por homicídio, com quatro qualificadoras: motivo torpe, mediante dissimulação, com emprego meio cruel e para assegurar a execução de outro crime. Ela ainda foi condenada pelos crimes de perigo para vida de outra pessoa, de ocultação de cadáver, de subtração de incapaz e de dar parto alheio como próprio.

O advogado da família da vítima disse que a pena foi dentro do esperado. Ele afirmou também que está satisfeito com o resultado e que não vai recorrer da sentença.

Segundo a Justiça, Gilmaria está presa em Ponte Nova e não poderá recorrer em liberdade. O G1 tentou entrar em contato com a defesa dela, mas nenhum dos advogados foi localizado.

O caso

A vítima, que estava grávida de 9 meses, desapareceu no dia 26 de junho de 2015 após ir a uma consulta médica. Ela foi encontrada morta quatro dias depois, com pés e mãos amarrados e sem o bebê. O corpo estava embaixo de uma caixa d´água, perto de um imóvel abandonado, na zona rural de Ponte Nova.

Gilmaria assumiu a autoria do crime após ser presa no dia 1º de julho daquele ano. Segundo a polícia, ela confessou que havia simulado uma gravidez para manter o casamento com o marido e premeditou o crime.

Ela disse ainda que usou uma lâmina para cortar a barriga e o útero da vítima. Gilmaria ainda relatou à polícia que, depois disso, ela fingiu ter dado à luz em casa e chamou o Corpo de Bombeiros. Os militares encaminharam a mulher e a criança para um hospital.

A polícia chegou até Gilmaria depois de a unidade de saúde suspeitar da situação e de testemunhas afirmarem que ela estava com a vítima no local do crime.
Reproduzido por MassapeCeara.Com|Créditos: G1

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