quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Reconstituição reforça que caseiro agiu sozinho

caseiro José Leonardo Vasconcelos Gracindo, o ‘Zé’, 33, agindo sozinho, estuprou, asfixiou e matou a menina Rakelly Matias Alves, de apenas 8 anos. A confissão do acusado, que ocorreu em 24 de setembro, foi reforçada pela reconstituição do crime, realizada no dia de ontem, em um sítio no Distrito de Coreaú, onde o crime aconteceu, em Itaitinga.
A reconstituição tinha o principal objetivo de descobrir se ‘Zé’, que anda de muletas desde um acidente de motocicleta que sofreu em fevereiro deste ano, tem condições físicas de ter cometido o crime sozinho e jogado o corpo de Rakelly dentro de uma cacimba. A reprodução simulada dos fatos foi comandada pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e contou com a participação da Polícia Militar, para fazer a segurança do perímetro; da Perícia Forense do Ceará (Pefoce), que auxilia na investigação; do Ministério Público, responsável pela denúncia do caso à Justiça; e da esposa e do irmão de José Leonardo, que também estavam na propriedade durante a morte da menina e carregavam a suspeita de terem participado ou omitido o crime.
“O mais importante é que o acusado José Leonardo conseguiu nos provar que é capaz de conduzir um corpo do peso da criança até o local onde o corpo foi encontrado, mesmo andando com uma perna só e de muletas. A priori, isso descarta a participação de terceiros”, afirmou o promotor Luís Bezerra.
Passo a passo
A reconstituição do crime começou às 12h20 de ontem. A propriedade foi isolada para evitar que a população interferisse nos trabalhos e pudesse oferecer risco à integridade do acusado, que já foi ameaçado de morte.
O primeiro lugar visitado pelos policiais foi a casa onde Rakelly Alves morava, que fica ao lado do sítio. No fatídico dia 21 de setembro, a menina chegou da escola e logo saiu para comprar cigarro a pedido do tio. Na volta, ela recusou almoçar porque ia brincar com o filho do caseiro, de 11 anos.
Em seguida, ‘Zé’ mostrou como recebeu a menina na área da casa grande do sítio. Foi lá que o homem agrediu, asfixiou, abusou sexualmente e matou a criança. Nesse momento, uma inspetora da DHPP encenou a vítima.
Após morta, Rakelly ainda foi abusada e carregada até a cacimba do sítio. O acusado reproduziu a cena com uma boneca que tem o mesmo peso que a menina tinha e demonstrou ser capaz de abrir o poço e arremessar o corpo, apesar da deficiência física.
Enquanto ‘Zé’ comprovava a tese que apresentou na confissão, a esposa e o irmão, encapuzados, mostraram à Polícia que estavam na casa menor, que fica ao fundo do terreno. O tio de Rakelly, que foi o último familiar a ver a menina, e vizinhos foram convidados à reprodução simulada e esclareceram dúvidas dos investigadores da DHPP.
Após 2h20, a Polícia encerrou os trabalhos. O laudo pericial sobre a reconstituição deve sair em até 30 dias. ‘Zé’ está preso há mais de um mês em uma penitenciária não informada por medida de segurança. Patrícia Alves, mãe da menina, não se conforma com a tese que José agiu sozinho e pede a prisão da esposa e do irmão do acusado

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