segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Pátio de penitenciária em Pernambuco se transforma em ringue de MMA com direito a facões

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As cenas de selvageria acontecem praticamente todos os dias dentro do Conjunto de Presídios do Curado, no Pernambuco. Recentemente, agentes prisionais tiveram acesso às imagens gravadas por celulares dos próprios detentos que mostram os embates organizados pelos mesmos. Segundo testemunhas, em sua maioria ex-presidiários, as lutas de MMA planejadas dentro do pátio da casa de detenção são comuns e, na maioria das vezes, acabam com um dos envolvidos bastante machucado.

Os duelos organizados pelos detentos envolvem também dinheiro e troca de favores. Aqueles que têm poder dentro da prisão manipulam e ‘treinam’ os outros para o combate. As apostas são altas e são negociados ‘barracos’ dentro da própria prisão e valores altos, segundo um ex-presidiário que participou de oito destas lutas e chegou a ganhar cerca de quatro mil reais nas competições. De acordo com ele, a luta só termina na ‘enfermaria’, ou seja, quando um dos presos desmaia ou está de tal forma machucado que precisa receber ajuda médica.

O absurdo acontece a olhos vistos e diante dos agentes penitenciários, que não se envolvem na confusão por medo. A maioria dos presos tem algum tipo de arma branca e é realmente violenta. Inúmeras imagens feitas do pátio do Curado mostram presos com facões e falando nos celulares.

A prisão que comporta dois mil homens está com uma população carcerária de quase sete mil, muitos deles ainda aguardando julgamento. Os homens se aglomeram nas celas, sem a mínima condição de sobrevivência, e o ambiente hostil é regado a muita violência.

O Conjunto do Curado foi construído na década de 70, época em que ainda não existiam casas ao seu entorno. No entanto, hoje a vida do lado de fora acontece muito próxima dos arredores do #Presídio. O muro que divide a casa de detenção dá para uma rua onde funcionam comércios, escolas, e onde ficam inúmeras residências. A situação é calamitosa devido à comunicação dos presos via celular com o mundo externo, e não é incomum ver indivíduos tentando jogar drogas e armas através dos muros. Além disso, os presos organizaram já por duas vezes fugas com explosivos. Da última vez, eles conseguiram explodir uma parte do muro da detenção e cerca de quarenta homens conseguiram fugir.

A situação de guerra incomoda os moradores locais que já pediram na justiça para que o presídio, que funciona como uma fábrica da violência, seja desativado. A população se sente insegura diante da situação totalmente descontrolada lá dentro e clama para que medidas sejam tomadas. Segundo a Secretaria de Justiça, no entanto, é impossível que Curado seja desativado. O que está sendo feito é a construção de novas unidades para que se diminua consideravelmente a população carcerária e assim a violência. Indiscutivelmente, novas medidas precisam ser tomadas para que  haja mais controle dos presos que fazem o que bem entendem
dentro da casa de detenção.



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