quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Massacre de quatro presos na CPPL 3 quebra o pacto da paz entre facções dentro dos presídios


O Sistema Penitenciário cearense voltou a vivenciar momentos de tensão após a chacina ocorrida na madrugada de segunda-feira (3), quando quatro detentos da Casa de Privação Provisória da Liberdade Professor Jucá Neto, a CPPL 3, em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), foram cruelmente assassinados a golpes de cossoco e depois tiveram seus corpos arrastados e carbonizados. Osa riscos de uma nova onda de mortes, fugas e motins aumentaram. 

Os presos eliminados estavam recolhidos na Ala de Isolamento (AI), que foi invadida pelos detentos da Vivência C. Armados com cossocos e pedaços de ferro, os assassinos amarraram as vítimas, que sofreram torturas antes de serem esfaqueadas. Já mortos, os quatro homens tiveram os corpos foram arrastados e carbonizados, numa autêntica execução sumária cujo motivo ainda é desconhecido.

Identificação

Ainda na tarde de ontem (4), a Coordenadoria de Medicina Legal (Comel), da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), conseguiu, através de exames e o reconhecimento feito por familiares, identificar os quatro detentos executados no presídio. Na manhã de hoje (5), a Secretaria da Justiça e da Cidadania (Sejus) confirmou a identificação dos mortos.

Conforme as autoridades, os quatro presidiários assassinados eram: Michel Idelfonso da Silva, Evando Macedo Vieira, Demontier Ferreira dos Santos e Fransueudo Pereira de Sousa. O histórico criminal dos quatro indica que eles eram envolvidos em delitos graves como homicídio, roubo, tráfico de drogas, posse ilegal de armas e formação de quadrilha ou organização criminosa.

SSPDS omite

Os assassinatos ocorreram por volta de 3h30, mas só pela manhã as autoridades ingressaram nas dependências do presídio para resgatar os corpos mutilados e queimados. Uma equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi chamada ao local para iniciar as investigações visando identificar os assassinos.

O quádruplo assassinato dentro da CPPL 3 foi omitido no boletim das ocorrências publicado diariamente pelo site da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SPPDS).

Fonte: Blog do Fernando Ribeiro

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