sábado, 22 de outubro de 2016

Mãe se submete a transplante inédito no Ceará para salvar filho com câncer

Filho De Joana D’arc Tem 22 Anos E Sofre De Leucemia Há Dois Anos. Ele Receberá Transplante Da Mãe Em Cirurgia Sem Compatibilidade Completa.
Uma mãe cearense decidiu se submeter a um transplante inédito no Ceará para tentar salvar o filho, que sofre de leucemia. Leonardo, de 22 anos, foi diagnosticado com o câncer há dois anos e desde então a mãe, Joana D’arc, acompanha de perto a situação do garoto em busca de um tratamento definitivo.

“Você ser uma pessoa saudável e de repente lhe dar com uma doença dessa… não tem nem palavra para explicar, é como se eu estivesse perdendo um pouco de mim”, relata a mãe.

Joana D’arc diz nunca ter perdido a esperança de encontrar uma cura para o filho; nos últimos dias ela conheceu sobre o transplante apodítico, que tem um doador não totalmente compatível, um procedimento inédito no Ceará. 

“É uma opção quando não se encontra um doador compatível nem nos bancos de doadores de medula óssea. Então, um pai ou uma mãe que não são completamente compatíveis, eles podem doar a sua medula óssea e é feito um tratamento imunológico no paciente após ele receber essa célula que não é totalmente compatível. Isso é um avanço no sentido de dar mais uma opção aos pacientes”, explica o médico hematologista Fernando Barroso.

A cirurgia está agenda para esta terça-feira (18) e a cirurgia é considerada delicada, no Hospital das Clínicas, no Bairro Rodolfo Teófilo. A mãe já realizou a retirada das células e diz que está com esperança na solução para o filho. “Deus está me dando a oportunidade de eu estar sendo mãe dele pela segunda vez. Hoje eu estou me sentindo como se estivesse na maternidade há 22 anos”, diz.

Importância da doação
Os médicos consideram esse tipo de procedimento uma revolução para as pessoas que precisam de medula óssea, mas alertam que ainda necessários que as pessoas sejam doadoras. 

“Esse procedimento não substitui o transplante do doador totalmente compatível, então é importante que fique muito claro para população, para sociedade como um todo: o ideal é que nós possamos fazer um transplante com doador compatível”, explica o médico.

Fonte: G1

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